Oslo – Chegando

Olá, vamos falar sobre Oslo?

 

Para começar, eu afirmo que Oslo é uma cidade cosmopolista, uma capital de fato, e que isso é realmente adorável para mim… que tenho síndrome de urbanidade. Mas convém também dizer que Oslo é uma cidade cosmopolita “muito própria”, como desconfio que sejam, aliás, as outras capitais e metrópoles da Escandinávia. Escandinávia?
 
Sim. Existem duas definições para a Escandinávia. A definição estrita postula que a Escandinávia é o mesmo que Península Escandinava, e que é formada por Noruega, Suécia e Dinamarca (cujas capitais são, respectivamente, Oslo, Estocolmo e Copenhagen).
 
Uma segunda definição diz que a Escandinávia é a península MAIS a Islândia, a Finlândia e as Ilhas Faroe – pelo que sei, se diz “Fárou” – cujas capitais são, pela ordem, Reykjavik, Helsinki e Torshavn.

Fonte: www.worldatlas.com
Partindo do Brasil, não há vôo direto para Oslo ou qualquer outra cidade na Noruega. Mas há vôos pela KLM escalando em Amsterdam (Aeroporto Schiphol), pela Air France escalando em Paris (Aeroporto Charles de Gaulle, que foi exatamente o que fiz), pela British Airways escalando em Londres (Aeroporto de Heathrow), pela Lufthansa escalando em Frankfurt (Flughafen Frankfurt am Maim). Dos Estados Unidos partem diversos vôos, e da Europa há mais inúmeros vôos. Claro, chega-se lá também partindo da Oceania e do continente africano. E companhias low cost também fazem essa rota.
 
Minha experiência foi chegar a Oslo pela Air France, partindo do Tom Jobim (tão difícil, só consigo chamar de Galeão ou de GIG, que é como chama a galera da Logística e do Comércio Exterior…) no vôo 0445, ou AF 0445, da Air France. O aeroporto de chegada é o Charles de Gaulle, ou CDG, em Paris, onze horas e meia depois. Esta numeração veio substituir a numeração 0447 logo após a ocorrência de um terrível acidente em 31/05-01/06/2009 com uma aeronave da Air France, no qual ninguém sobreviveu, passageiros ou tripulação, e no qual eu perdi uma ex-colega de Banco Itaú, a Adriana Henriques, que era uma moça nova, cheia de planos, super boa gente. Mas voltemos ao assunto…
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Se você for checar no site da Air France, verá que esse vôo sai às 19:05h e chega em Paris às 11:35h do dia seguinte, mas vasculhando a memória, eu poderia jurar que saí mais tarde. Mas considerem a informação oficial, que é a que está no site da companhia (www.airfrance.com.br). Voei bem, comi bem, não dormi (adoro um soninho, quem me conhece sabe, mas em avião eu não sei o que acontece… a magia do soninho se perde) e cheguei a Paris com chuva. Cheguei num terminal, e tomei um shuttle (em francês: navette 🙂 ) para mudar de terminal.Não consigo me lembrar em qual cheguei e do qual parti para Oslo.



Fonte: www.asce.org

 

Segundos após tocar o solo norueguês…
Sabe quando disseram a você que franceses não gostam de falar inglês e você jurou que era implicância? É fato. Para tomar orientações sobre o onibuszinho foi difícil; para me entender com as moças dos balcões de informação do aeroporto foi difícil; veja: eu perguntava o que desejava esclarecer em inglês, e as pessoas escutavam minha questão até o fim. E respondiam… em francês! Isso significa que eu estava sendo compreendida, mas que (azar o meu se não falo francês!) as informações chegariam mesmo na língua de Montesquieu. Eu tinha poucas perguntas, e todas ligadas ao tópico “orientação” – vocês não fazem idéia de quem é menos orientado no espaço: eu ou um pombo completamente bêbado! – e após apontamentos de braço e mímicas, tudo ficou OK.
 
Em Paris houve uma escala, se não estou enganada, de mais ou menos três ou quatro horas. Perambulei no aeroporto, tomei café, comprei perfume e… esperei; lá, constatei que dois dos cartões de crédito que eu havia levado, e sobre os quais havia tomado todas as providências (falarei de providências mais adiante) não funcionavam. Eu tinha poucos euros (poucos mesmo), corôas norueguesas e reais. E então tomei meu próximo vôo, que me levaria até Oslo. Lembro bem de ser uma aeronave bem menor, e da Embraer. Vôo ligeiro.
 
O Aeroporto Internacional de Oslo (http://www.osl.no/en/osl/frontpage) ou Oslo Gardermoen, é um bonito aeroporto, moderno e completo, do qual se sai e no qual se chega com relativa facilidade (http://www.osl.no/en/osl/tofromairport/10_Train%2C+Bus%2C+Car+and+Taxi) mas eu ressalto que só transitei de carro, e não de transporte público).
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Cheguei às 18h e qualquer coisa, vôo tranquilo e curto, comissárias de bordo rigorosamente iguais umas às outras (pareciam comissárias produzidas em série!). Nada a declarar em Customs, uma viagem comprida, uma mala de uns 35 quilos e um coração cheio de expectativas. Temperatura de chegada? Cerca de -10ºC, e foi a primeira vez que vi neve fofa, alta, como se fosse num sonho infantil. De lá, segui para Spydeberg.
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Acima, souvenir típico em estanho.
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O urso em vidro é da famosíssima Hadeland Glassverk, que tem de fato, coisas lindíssimas (e carérrimas) – http://www.hadeland-glassverk.no/en-GB/Home.aspx.

 

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